Católica de Vitória Centro Universitário Lugar de mulher é no canteiro de obras. Cresce a presença feminina na Engenharia Civil – Vestibular 2019
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Lugar de mulher é no canteiro de obras. Cresce a presença feminina na Engenharia Civil



Há cada vez mais jovens recém-saídas do Ensino Médio optando por ingressar em cursos de Engenharia. Com isso, a presença das mulheres na construção está se tornando mais frequente. Apesar de ainda ser um setor dominado pelos homens, pesquisas evidenciam que a força de trabalho feminina aumenta a cada ano nos escritórios de engenharia civil e canteiros de obra do Brasil. Essas mulheres derrubam também os mitos de que o gênero feminino não tem vocação para as ciências exatas.

Na sala de aula do curso de Engenharia Civil, da Católica de Vitoria, não é diferente.  A coordenação do curso é conduzida por uma mulher e a maioria do quadro de docentes é formada por mulheres.  Professora da área de construção civil, Clarice Pacheco está no mercado desde 2012. Segundo ela, apesar do predomínio masculino em algumas áreas da Engenharia Civil, hoje em dia é mais comum encontrar mulheres nos canteiros de obras. “Diferente de outras engenharias como mecânica, elétrica e computação, em que as mulheres representavam 20% da turma, hoje no mercado de trabalho da construção vemos muito mais mulheres atuando, seja como técnicas, manutenção e liderando”, disse.

No entanto, na opinião da professora as meninas que optarem por essa área terão sempre os mesmos desafios: reafirmar capacidade e lidar com a mão de obra. “Infelizmente precisamos sempre que mostrar que somos capazes, já que os homens têm essa credibilidade naturalmente. Outro desafio é lidar com a mão de obra que, inicialmente, tem preconceito com relação à atuação da mulher como engenheira”, destaca.

Apaixonada pela área desde o ensino médio quando cursou Técnico em Edificações, a aluna do nono período Ingrid Rodrigues já traça um futuro promissor na Engenharia Civil e acredita que as características femininas podem até ser um destaque. ” Apesar desta área ser totalmente masculina, nós somos bem mais detalhistas e atentas. Isso é um diferencial e nos torna essenciais em nossa profissão”, afirma.

Estagiando em um escritório, a  aluna planeja crescer com a empresa e emendar uma pós-graduação assim que terminar e não tem medo de enfrentar desafios, nem dificuldades. “Não tenho medo porque sempre mostrei o que eu queria. O que mais vejo são mulheres nas obras atuando, até mesmo, como pedreiro. Acredito que devemos sonhar com essa profissão”, disse.

Para Ingrid o caminho a ser trilhado é sempre o do respeito e o da determinação.  “ Respeitar desde o início e ter humildade são as chaves para o sucesso e o comprometimento de todos. Ter um bom relacionamento pessoal, tratar bem a todos sem distinção e procurar sempre dar o seu melhor.  Dessa forma as barreiras são quebradas aos poucos e o que vai prevalecer mesmo é o seu talento e a aptidão de liderar a sua obra”, dá a dica a futura engenheira Civil formada pela Católica de Vitória.

 

 

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